il viaggio finisce qui:
no regaço da espera que sustenta
a alma que é capaz de uma só mortalha.
hoje os minutos vêem seu porto findo
como o medo que sustém a criança em sua cama.
um moto: voltar à água já represa.
um outro, tal água não mais que um suspiro.
il viaggio finisce a questa spiaggia
que não mais soa, não a ouves.
não se vê mais que o esfumo deste dia.
a marina se lança aos pés da terra,
plena de sono: e é raro que se mostrem
à cegueira nossa
estas ilhas transeuntes
de castelo e coisas mortas.
tu te assombras de tal desvanecer
nesta pouca bruma das lembranças;
ou te encontras passageiro ou permaneces
mesmo que teu mar te espere névoa dentro.
quero dizer-te que não, que é hora
da invenção de um tempo alheio;
acaso o infinito é de quem quer:
talvez sejas capaz, de mim não digo.
mas não se perdem mais estes sudários
mesmo que dos traços reste apenas nada.
tropeçamos de volta a igual silêncio.
não sei como mostrar-te enquanto é tempo
alguma via de fuga
que está nuns imperativos sonhos
sem ondas sem barco e sem falésias.
dou-te, se há como, meu resto de esperança,
não sei mais nutri-lo de ora para diante:
é a oferenda que posso, que te baste.
o caminho conclui-se nestas vagas
que destroem o que tenho e o que perdi.
teu peito gêmeo que não meu ouve
salpa già forse per l’eterno.